quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RP e BR

30 de Janeiro de 1914! Pela primeira vez no Brasil e talvez no mundo, criava-se um departamento com a denominação de Relações Públicas. Esta glória pertence à antiga “The Light and Power Co. Ltda”, concessionária da iluminação pública e do transporte coletivo na capital paulista, conhecida durante muitos anos como Light, uma companhia canadense estabelecida no Brasil no século XIX.

Na ocasião a direção da Light, sentindo a necessidade de um setor especializado para cuidar do seu relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes, no sentido de desenvolver um trabalho de Relações Públicas com a imprensa, objetivou o esclarecimento da opinião pública.

A direção desse departamento de Relações Públicas foi entregue ao engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo, nascido em 02/12/1876, na cidade de Penedo – AL. Durante dezenove anos, o engenheiro Lobo exerceu as funções de diretor de Relações Públicas da Light.

Em 1973, o professor Teobaldo de Andrade perguntava: Por que não considerar esse pioneiro o ‘Pai das Relações Públicas no Brasil?’ A Lei N 7.197, de 14/06/1984, institui o Dia Nacional das Relações Públicas, quando foi declarado Patrono das Relações Públicas Eduardo Pinheiro Lobo.

Em reunião do então Conselho Nacional da ABRP, em 13/12/1975. Em São Paulo, foi instituída a “Medalha Eduardo Pinheiro Lobo”, destinada a premiar as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que tenham relevantes serviços prestados à classe dos Profissionais de Relações Públicas.

No campo governamental, a primeira manifestação do aparecimento de um serviço de Relações Públicas é indicada pela reorganização do Serviço de Publicidade Agrícola do Ministério da Agricultura e sua transformação em Serviço de Informação Agrícola – Decerto-Lei N 2.094, de 28/03/1940

Na história das Relações Públicas em nossa país, destaca-se a contribuição do grupo liderado pelo Professor Mário Wagner Viera da Cunha, do Instituto de Administração da Universidade de São Paulo, quando foram realizadas, em 1949, várias conferências sobre Relações Públicas e suas correlações com a propaganda e as ciências sociais.

Também, em 1949, na cidade do Rio de Janeiro, o DASP promoveu o chamado “curso de Relações Públicas com o Público”, tendo como Professores Ibany da Cunha Ribeiro e Diógenes Bittencourt Monteiro .
                                         
Em 1953, a Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, na cidade do Rio de Janeiro, realizou o 1 curso de Relações Públicas sob a regência do Professor Carlson, e posteriormente foram ministrados outros, por Harwood Childs, da Universidade de Princeton, uma das maiores autoridades, especialmente no que se refere à opinião pública.

Em São Paulo, o primeiro serviço de Relações Públicas, com esse título, deu-se em 1954, no departamento de águas e Esgotos, com a denominação de Seção de Relações Públicas. Em 1995, pelo Decreto N 25.112 de Novembro foram criados os Setores de Relações Públicas nas Secretárias de Estado e Órgãos diretamente subordinados ao Governador,  em decorrência desse decreto, o antigo DEA promoveu um Seminário de Relações Públicas para os ocupantes dos cargos de redator de Serviço Público – Junho/1956 – que contou com a participação dos Professores: Neville Shepherd, May Nunes de Souza, Juarez Brandão Lopes, Benedito Silva, Florindo Alvarez e outros.

No segundo semestre de 1959, foi instituída a disciplina de Relações Públicas Governamentais no curso de Administração Geral no então DEA. Em 1960 foi instalado o primeiro curso regular de Relações Públicas, curso Especial de Relações Públicas e, em 1964, o curso foi transformado em curso de Formação em Grau Médio, com três níveis.

No Estado do Rio de Janeiro, o primeiro serviço de Relações Públicas, na área governamental, foi criado pela Prefeitura de Niterói, graças ao trabalho de Noé Matos Cunha, em 1957.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Case: Caso Valdez

Valdez, por sua beleza natural, era conhecida como a “pequena Suíça do Alaska”. Na primavera, era o lugar procurado pelas baleias, salmões, pássaros marítimos, espécies que as pessoas nem imaginam que existam. Pois bem, foi nesse paraíso ecológico, único no mundo, que, no dia 24 de Março de 1989, um petroleiro do Exxon – então umas das cinco maiores empresas do E.U.A com o faturamento de 80 milhões de dólares – se chocou com o “Bligh Reef”, um gigantesco iceberg de dez quilômetros de comprimentos. O choque furou o casco do petroleiro provocando o vazamento de dez milhões de galões (260 mil barris) de óleo. Uma área de sete quilômetros de comprimento foi atingida. Estima-se que 600 mil pássaros, 2.800 lontras, 22 baleias, bilhões de salmões e ovas de arenque pareceram por causa do acidente.
O mundo veio abaixo. A empresa foi atacada por todos os públicos existentes. A mídia caiu de pau com força total; governo e políticos tiraram seu sarro; formadores de opinião – como acontece nessas horas -  correram para os talk-shows, organizações não-governamentais fizeram carnaval; clientes boicotaram produtos da empresa. Não houve quem não ficasse contra ela. No mundo todo. Principalmente dentro dos E.U.A.
Passados mais de dez anos do acidente, o local já está limpo mais a imagem da Exxon continua manchada. O caso Valdez ainda –e – disparado – o mais citado, estudado e dissecado nas universidades e na literatura empresarial.
Mas Exxon–Valdez não é um grande caso de vazamento de óleo e de desastre ecológico. Num ranking mundial de grandeza de vazamento, ele é o trigésimo. O primeiro deles no ranking aconteceu em 1.978 quando a Amaco Cadiz despejou 70 milhões de galões de óleo na costa da França. Aconteceram outros acidentes, antes e depois, também de maior grandeza.                  Se é assim a pergunta que você deve estar fazendo é por porque o Caso Valdez tomou tamanha proporção e desperta ainda tanto interesse. A resposta é que, mesmo não sendo um dos primeiros do ranking em desastre ecológicos, a Exxon-Valdez é um grande caso de desastre de administração de Crise Empresarial com a Opinião Pública.
Comecemos a analisar o caso levantando a primeira questão: Quão preparado a empresa estava para uma crise como aquela? Numa escala de 0 a 10, zero.                                                         Incrível, né? Em 1.989, uma empresa de 80 bilhões de dólares, cruzando os mares com petroleiros, havendo já precedentes de vazamentos, não ter um plano de emergência, um “Just in case”, é que eles dispunham de um batalhão de Relações Públicas...  A disciplina conhecida como Gerência de Crise é coisa nova. Está ainda engatinhando. E o Caso Valdez foi um dos grandes contribuidores para a sua formação. As linhas mestras de uma administração de crises, muitos ensinamentos importantes sobre tudo com relação ao “o que não fazer nessas horas” foi extraído dessa vexaminosa experiência que provocou rombos no patrimônio da empresa infinitamente maiores do que aquele no casco do seu petroleiro.
Principais erros da Exxon na administração da crise:
1 – Lentidão em agir e em comunicar-se com a Opinião Pública;
2 – Tentar tapar o sol com a peneira. Nos releases inicialmente liberados pela empresa, buscou-se passar para a Opinião Pública a impressão que a situação estava sob controle e que os danos ambientais eram pequenos;
3 – Procurou-se também empurrar a culpa pela colisão para o comandante do petroleiro [uma atitude que não compra simpatia de ninguém. “Sobrou para o pobre coitado” foi o que rolou à boca pequena];  
4 – A percepção é que a Exxon não quis assumir publicamente a responsabilidade. Houve sugestão de que a cúpula tomasse a atitude que os japoneses tomariam em situação semelhante: assumir a responsabilidade e renunciar ao cargo;
5 – Bem atrasada, a Exxon resolveu fazer um anúncio de página inteira nos jornais dizendo lamentar o acidente, mas sem assumir a responsabilidade;
6 – Eles não estavam preparados para enfrentar o vazamento. Não havia “brigas de incêndio”, nem processos “em caso de”. A Exxon tinha um excelente (”excelente”?) departamento de RP com muitos recursos e experiência. Mas promover festas, oba-oba, distribuir “santinho”?;
7 – Arrogância. No processo, a posição do Top Management foi de auto-suficiência. Achavam que podiam administrar o problema sozinhos;
8 – A impressão é que pensaram mais em custos do que numa solução. “Pensar” não foi bem o problema, mas deixar isto claro por palavras e obras, foi; 
9 – Portas-vozes desesperados. De início, a Exxon tentou dizer que o problema era da Exxon Shipping Company, uma subsidiária da empresa daria uma entrevista á TV, foi dito que “ele não tinha tempo para essas coisas”;
10 – Não cooperaram com a imprensa;
11 – Não colaboraram com o Governo. Pelo contrário. Fizeram lobby contra a aprovação da Lei “Oil Pollution Act” – uma iniciativa que surgiu decorrente do acidente;
12 – Perderam oportunidade de fazer um belo trabalho de RP. Muitos consultores sugeriram que envolvessem o público (voluntários) na operação de limpeza (clean up) da área. Havia muita gente – jovens, principalmente – querendo ajudar. Vários consultores recomendaram usar estudantes. Eles poderiam, em dois ou três dias, ajudar lavando as pedras. Este gesto envolveria milhares de americanos e mesmo de outros países. O boca-a-boca positivo teria sido fantástico. E o custo disto teria sido uma bobagem comparada com os 3 bilhões de dólares gastos até então em iniciativa que não funcionaram;
13 – Perderam a oportunidade de aproximar-se dos ambientalistas. A Exxon os hostilizou e negou qualquer ajuda. Somente muito mais tarde começou a patrocinar estudos e projetos ambientais. Tem gasto muito dinheiro.  Tardiamente.
14 – RPs perderam a batalha interna para os advogados. [acontece muito];
15 – Postura do Número 1. Lawrence G. Rawl, executivo operacionalmente competentíssimo, mas conhecido por seu desprezo pela Mídia e pelo horror aos holofotes. Recusou-se ir até o local por considera-se “tecnologicamente absoleto”. Tipo da franqueza que não ajuda. Somente seis dias depois do ocorrido, com o tema já incendiando a Opinião Pública, é que Rawl aceitou a recomendação de seus assessores para ir a televisão e explicar-se. Sua participação, entretanto, piorou ainda a situação. Numa exposição em que fez de mostrar-se frio, orientado pelos advogados para não dizer nada que pudesse incriminar-se, falou sobre produtos químicos que a empresa estava usando para limpar a área como sendo uma gentileza. Somente 3 semanas depois do incidente que Rawl se dignou a ir ao local;
16 – A decisão de ter colocado a central de Imprensa em Valdez foi muito criticada pelas limitadas condições de comunicação. Esta decisão foi interrompida como uma forma de dificultar o trabalho da Mídia. Bem, aqui já tem um pouco de “jogar pedra na Geni”. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Se a decisão fosse colocar o centro em New York ou em Houston, diriam que a empresa queria afastar a Mídia do local do acidente.
Enfim, o Caso Valdez é uma conversa pra muito chopp. Noutra hora, a gente volta ao assunto.
 Roberto de Castro Neves
WWW.imagemempresarial.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Comunicação Audiovisual: Animação

Animação é o processo de cada fotograma de um filme, que é produzido individualmente, por computação gráfica ou por fotografias; a animação digital diminuiu o processo mecânico. Alicerçado com o cinema mudo, porém, as imagens animadas se originou aos brinquedos ópticos (1832).

A primeira animação (desenho) foi desenvolvida pelo francês Émile Reynaud, um sistema de animação de 12 imagens (1892); o primeiro desenho no projetor de filmes foi "Fantasmagorie", em 1908.

Primeiro desenho com som - Steamboat Willie

Primeiro desenho transmitido pela televisão - O Gato Félix

Primeiro desenho colorido - Flowers and Trees

Animação Tradicional ou animação de células:  é a mais velha e historicamente a mais popular forma de animação. Em um desenho animado de forma tradicional, cada quadro é desenhado à mão. O longa-metragem, produzido com essa técnica, de maior bilheteria de todos os tempos é O Rei Leão, da Disney; Nesse estilo de animação os desenhos são feitos a mão e re-traçados ou copiados num plástico transparente chamado célula. Depois se coloca a célula sobre um fundo pintado e os movimentos são fotografados um a um com uma câmara.

·        Animação Digital: É um “subcampo” da computação gráfica e da animação. São criados cada vez mais trabalhos com o uso de gráficos de computador a 3D, mas ainda se usam bastante os gráficos de computador a 2D. Por vezes, o destino da animação é o próprio computador, mas por vezes é outro meio, como filmes dedicados para propaganda e cinema.

·        Animação de Recortes: é uma técnica específica de animação que utiliza personagens, objetos e cenários recortados de materiais como papel, cartão, tecido ou mesmo fotografias. Os mais antigos filmes de animação em longa-metragem conhecidos foram realizados em animação de recortes, pelo argentino Quirino Cristiani em 1917-18.

·        Animação Limitada: onde os personagens não são desenhados inteiramente, mas em partes, quando são sobrepostas para transmitir o efeito de continuidade do desenho; Esta modalidade de animação é muito praticada pelos estúdios de animação comercial: devido à grande economia de tempo e, logicamente, dinheiro, proporcionados pela sua implementação.


No Brasil, temos o festival Anima Mundi, que ocorre em julho no Rio de Janeiro e em São Paulo; é o maior da América Latina. Durante o festival são exibidos curtas, médias e longas-metragens, seriados e comerciais. As linguagens narrativas e técnicas são as mais variadas e o festival não exige nenhum critério específico.

Que tal uma animação agora!

http://www.assistirfilmesonline.org/2011/08/pinoquio-3000-dublado.html

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Relações Públicas...

...é tudo isso!

Conferp esclarece dúvidas sobre o uso das siglas de Relações Públicas

"Tendo em vista os vários questionamentos encaminhados ao site do Conferp e postados em mídias sociais relativos à correta grafia da expressão relações públicas, se com hífen ou sem ele, ao uso de siglas do Sistema Conferp, se em caixa alta ou caixa baixa, e à abreviatura adotada, se RP, RRPP ou PR, a Presidência do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas esclarece:


RELAÇÕES PÚBLICAS/RELAÇÕES-PÚBLICAS

1. relações públicas (sem hífen) ? designa a atividade.

Exemplo: Trabalha em relações públicas. Profissional de relações públicas. Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas.


2. relações-públicas (com hífen) ? designa o profissional que trabalha na atividade.

Exemplo: Ela é a relações-públicas da instituição. O relações-públicas cuidou da definição estratégica de comunicação da empresa.

Gramaticalmente, observa-se que o uso do hífen se justifica quando se trata do nome composto. E é assim que se encontra grafado no novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP.

Já a expressão relações públicas (do inglês public relations), constituída – conforme a nomenclatura da gramática normativa – de um substantivo e de um adjetivo, deve continuar grafada com cada um dos seus termos independentes.


CONFERP/Conferp – CONRERP/Conrerp

O uso da sigla em caixa alta ou em caixa baixa foi estabelecido quando da implantação da Programação Visual do Sistema. A Portaria 116, de 9 de maio de 2011, definiu que a “identidade visual de uma instituição depende fortemente da harmonia e coerência na apresentação de seu conjunto de elementos gráficos”. Com efeito, o uso de caixa alta na logomarca foi condição fundamental para que o objetivo da identidade visual fosse atingido.

Resumindo, são as seguintes as determinações daquela norma quanto às siglas:

1. Na aplicação da logomarca, o nome de cada conselho é grafado em letras maiúsculas: CONFERP e CONRERP/número da região.

2. Na referência aos conselhos, no corpo de texto, a primeira letra será maiúscula e as demais serão minúsculas: Conferp e Conrerp/número da região.

RP, RRPP ou PR

A abreviatura da expressão relações públicas foi definida a partir de solicitação de colegas profissionais dos países latinos de língua espanhola para que, no Brasil, também se adotasse a abreviatura por eles utilizada. O Conferp, pela Portaria 63, de 22 de agosto de 2003, assim definiu a questão:

“Art. 7º – (…)

I – no Brasil – RP = Relações Públicas;

II – nos países cuja língua oficial é o espanhol – RRPP = Relacionista;

III – nos países cuja língua oficial é o inglês – PR = Public Relations”.

Na certeza de que este comunicado elucida os questionamentos apontados, a Presidência do Conferp solicita aos Profissionais de Relações Públicas que sigam os critérios acima descritos."

Brasília(DF), 27 de agosto de 2011.

FLÁVIO SCHMIDT
Presidente
Conrerp/2ª 1723

Fonte: Site Conferp

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Curso de Comunicação Empresarial

A CIEE e a ABERJE fizeram uma parceria para promover cursos de comunicação empresarial, onde tem como público alvo estudantes de comunicação; o curso é gratuito e está sendo administrado no Espaço Socilcultural - Teatro CIEE, que está localizado na rua Tabapuã, 445  -Itaim Bibi/SP. Horário do curso: das 9hs às 12hs, com recepção às 8:30.
A parceria começou em Agosto, mas ainda existes os cursos:

Comunicação Digital - dia 26/09 (Pollyana Ferrari)
Comunicação Interna - dia 10/10 (Parente)
Gestão de Crise - dia 24/10 (Valdeci Verdelho)
Sustentabilidade - dia 07/11 (Ricardo Voltolini)
Gestão Estratégica de Eventos - dia 21/11 (Amauri Marchese)
Relacionamento com a Comunidade e encerramento- dia 05/12 (Rozália Del Gáudio)

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por aula de interesse, individual e pelo porta da CIEE - http://www.ciee.org.br/